segunda-feira, 19 de maio de 2014

Muito além do que só ensinar.




“’O educador é imprescindível. O aprendizado é imprescindível. Derrubar e vencer barreiras, crescer e procurar novos obstáculos, essa é a meta da educação.”’

 Gisele leite


 
 
"A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação exige permanente busca. Busca permanente que só existe no ato responsável de quem a faz. Ninguém tem liberdade para ser livre: pelo contrário, luta por ela precisamente porque não a tem. Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, as pessoas se libertam em comunhão."
Paulo Freire

Verdades sobre a profissão de professor

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores  para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.

A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.

                                                                                                        Paulo Freire

 

Entrevista - Paulo Renato Souza, Ex-ministro da Educação.





Para Paulo Renato Souza, o diretor é peça principal para a qualidade da educação

Provão, Enade, Prouni, Fundef, Piso Salarial... O ex-ministro fala da Educação Brasileira hoje e dos bastidores da sua gestão  -  12/12/2008 20:02

 

Texto Lu Scuarcialupi:

Educação é o assunto que mais cativa o economista Paulo Renato Souza. Ex-ministro da Educação durante todo o governo Fernando Henrique Cardoso, ele criou o Fundef, que garantiu o acesso de todas as crianças à escola, e o primeiro sistema de avaliação de ensino do Brasil. Aos 63 anos, mais de trinta deles dedicado à vida pública, o deputado federal pelo PMDB falou à repórter Lu Scuarcialupi em uma tarde de trânsito em São Paulo. Foram mais de três horas relembrando os 8 anos à frente da Educação brasileira.

Entrevistado em seu escritório nos jardins, entre retratos, fotografias e diplomas, Paulo Renato lembrava o passado com crítica, autocrítica, mas liberdade. Membro da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, ele ainda falou dos caminhos que teremos de percorrer na busca por Educação de qualidade para todos no Brasil.


 Para ler, clique nos itens abaixo:

1. Qual o real problema da Educação no Brasil hoje?

Paulo Renato Souza : Qualidade. A Educação hoje é o único serviço público universalizado. A escola pode ser boa ou ruim, mas você tem o serviço. Aí vem o outro problema: boa ou ruim. Há escolas públicas muito boas na periferia. A questão é porque todas não são boas? Os professores são os mesmos, o salário é o mesmo. Os pais e as mães sabem quais são as boas, há fila na frente das escolas; nas que não são boas, há vagas sobrando, porque isso? No meu modo de ver, depende do diretor e da participação da comunidade, mas as duas coisas estão ligadas: quando um diretor é um líder, chama a comunidade; e quando a comunidade tem líderes, toma a escola e coloca um diretor bom.

2. Qual o ponto chave da Educação?

Paulo Renato Souza : Em um país como o Brasil, você tem de pensar na escola como o centro da comunidade e não apenas como um período de aula. Tem de pensar como uma referência para a comunidade em termos de participação, de esporte, de cultura, de lazer. Ao mesmo tempo, é preciso uma participação muito forte dos pais para cobrar resultados do diretor. E quando o diretor começa a cobrar os professores, o que acontece é o seguinte: no meio dos professores há uma porcentagem alta de professores extremamente participativos, uma média de professores normais e uma porcentagem pequena de professores ruins que são relapsos. Em geral, quando o diretor cobra, os ruins vão embora. Naturalmente, acontece um filtro e a escola passa a contar só com bons professores. Eu diria que o ponto chave da Educação é o diretor da escola, a partir dele você pode mudar a escola. Contando sempre com a comunidade. Aí esbarramos em outro problema bastante sério: garantir vagas escolares nos bairros onde as crianças moram. A população brasileira, nas últimas décadas, se movimentou muito. Ela migrou para as cidades, nas cidades foi para as periferias. Quando assumi a secretaria de Educação de São Paulo em 1984, fizemos um levantamento: faltavam 10 mil salas de aula e sobravam 8 mil salas no centro da cidade onde a população já não estava, mas faltava na periferia para onde a população, especialmente a mais carente, tinha se deslocado. O critério universal para o ensino básico é que a escola tem de estar no bairro. O poder público precisa garantir que a escola do bairro atenda a população do bairro. Isso foi um processo de democratização importante na estruturação da rede de ensino que ocorreu basicamente ao longo dos anos 1970 e 1980.

3. Quais foi seu maior desafio como ministro da Educação?

Paulo Renato Souza : O primeiro grande desafio foi montar o sistema de informação e, depois, de avaliação que implantamos. Quando assumi o Ministério havia uma carência de informação: os dados estavam desatualizados em quase cinco anos. Só no final do primeiro ano recebemos as informações do IBGE e da PNAD que continham a proporção de crianças fora da escola. Aprovamos o FUNDEF (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério) em 1996, ainda no escuro, sem informações. O Fundo teve impacto importante sobre a questão salarial, e mais importante ao trazer toda criança para a escola.

4. Como conseguiu o dinheiro para o FUNDEF?

Paulo Renato Souza : Primeiro, tinha o apoio do Presidente da República. Além disso, grande parte do dinheiro do Fundo é dos estados e municípios... apenas redistribuí. Os deputados achavam que uma proposta que vinha do Ministério da Educação não tinha impacto fiscal tão preocupante. E quando se fala em Educação todo mundo é a favor, é politicamente correto. Essa emenda constitucional, que tramitou


Referencias bibliograficas.

http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/entrevista-paulo-renato-souza-409193.shtml

domingo, 18 de maio de 2014

Projeto sobre a água com Feira de ciências:

 Objetivos
- Reconhecer características da água.
- Associar o uso da água a algumas de suas características.
- Perceber a interferência do homem no meio ambiente.

Conteúdos
- Características e propriedades da água.
- Distribuição da água no planeta.
- Utilização da água pelo homem.

Anos
3º ao 5º.

Tempo estimado
Dois meses.

Material necessário
Água, copo de papel, folha de papel, vela, fósforo, recipiente plástico, giz, suco em pó ou corante, garrafa PET, açúcar, sal e detergente.

Flexibilização
Para trabalhar esta sequência com alunos com deficiência auditiva (com compreensão inicial de Libras e em processo de alfabetização), na primeira etapa, oriente-os individualmente, explicando em detalhes como será cada etapa da atividade. Ao falar para o grupo, dirija-se ao aluno com deficiência e estimule sua leitura orofacial.
Na segunda etapa, amplie o repertório do aluno sobre o tema, encaminhando leituras e atividades junto ao AEE ou como lição de casa.
Na terceira etapa, estimule a participação do aluno com deficiência fazendo perguntas dirigidas apenas a ele e peça que socialize suas ideias com o grupo.
Na avaliação, combine antecipadamente com o aluno como será sua participação na Feira de Ciências. Caso sua comunicação com o público seja limitada, ele pode se sentir mais representado pelos registros em cartazes ou vídeos feitos com o grupo.

Desenvolvimento
1ª etapa
Informe aos alunos que eles farão um trabalho para ser apresentado numa feira de Ciências sobre o tema "Água". Divida a turma em grupos com, no máximo, cinco integrantes, e avise que todos estudarão vários aspectos ligados ao assunto. É importante lembrá-los de que o evento será investigativo. Caberá aos estudantes envolvidos no projeto, portanto, fazer a mediação com os visitantes da feira durante o processo de construção de alguns conhecimentos.

2ª etapa
Para dar início à preparação da feira, deixe que os alunos observem você colocar um pedaço de papel na chama de uma vela para que ele pegue fogo. Em seguida, trabalhe as seguintes questões: 1) Por que, ao ser posto no fogo por alguns instantes, um copo de papel com água não pega fogo? A água do copo esquenta? Você pode fazer uma demonstração dobrando uma folha de papel em forma de cone e colocando dentro dele um pouco de água. Depois, aproxime-o da chama da vela. As crianças perceberão que, dessa vez, o papel não pega fogo, pois a água é capaz de absorver a maior parte do calor. Peça sugestões de outros casos em que a capacidade térmica da água seja evidenciada. Exemplo: quando entramos no mar ou em uma piscina à noite e sentimos que a água está quente (essa sensação se deve justamente ao fato de a água ter passado o dia inteiro absorvendo calor); 2) Por que a água é considerada um solvente universal? (Os estudantes podem fazer misturas de água com sal, açúcar e detergente para notar que todas essas substâncias se dissolvem; 3) Por que, quando molhamos a barra da calça na chuva, ela acaba ficando úmida até quase a altura dos joelhos? Para explicar esse fenômeno, chamado capilaridade, proponha experimentos como os seguintes: em um recipiente, coloque um pouco de água e adicione corante ou suco em pó. Depois, peça que os alunos mergulhem a ponta de um giz branco no líquido. Eles verão que a parte colorida "subirá" além do ponto em que o giz foi mergulhado. O (mesmo pode ser observado ao mergulhar em um recipiente a ponta de uma toalha de banho; 4) Por que alguns insetos são capazes de "andar" na superfície da água? Esse é o gancho para abordar outra propriedade importante da água: a tensão superficial. Faça uma investigação sobre o tema com a turma; 5) A água disponível na natureza vai acabar um dia? Para discutir o assunto, leve para a sala uma garrafa PET e monte um modelo de escala da água do planeta. Se toda ela coubesse numa garrafa de 2 litros, quanto desse total seria doce? Resposta: apenas três ou quatro colheres de sopa. Quanto dessa água doce está em forma líquida e disponível para consumo? Resposta: aproximadamente três gotas. Durante a atividade, faça perguntas sobre a utilização desse recurso natural pelo homem e as possíveis consequências do uso inconsciente.

3ª etapa
É hora de a garotada elaborar a problematização que será desenvolvida junto aos visitantes da feira de Ciências. Explique que ela deve estar relacionada aos seguintes conteúdos: 1) Características e propriedades da água; 2) Distribuição da água no planeta; 3) Utilização da água pelo homem. Garanta que, durante as aulas, os estudantes tenham contato com esses conteúdos. É fundamental que eles pesquisem, façam experimentos e escrevam sobre os três temas.

4ª etapa
Explique à turma que a feira de Ciências que vocês pretendem organizar só será investigativa se os visitantes participarem das atividades. Dê alguns exemplos de como isso pode ser conseguido. Uma estratégia é propor aos estudantes que trabalhem em grupo para solucionar um problema, deixando claro que os questionamentos apresentados por você durante as aulas de preparação para a feira podem ser repetidos com os visitantes. Avise que você estará por perto o tempo todo para ajudar. Produto final Feira de Ciências.

Avaliação
Avalie a participação de cada aluno e verifique se os objetivos de aprendizagem foram atingidos. Uma breve apresentação do trabalho em sala de aula, antes da feira, pode ser um bom momento de avaliação.
Consultoria: Carolina Luvizoto
Formadora de professores da Sangari Brasil, em São Paulo.

 

Projeto Sarau:




Projeto Sarau

 

Proposta da ação

Realizar saraus periódicos na escola como estratégia para atrair as famílias, valorizando os talentos culturais presentes na comunidade.

 Contextualizam

Sarau é um evento cultural onde as pessoas se encontram para se expressarem ou se manifestarem artisticamente. A palavra tem origem no termo latino serus (relativo ao entardecer), porque acontecia, em geral, no fim do dia. Pode envolver dança, poesia, círculos de leitura, seção de filme, música, bate-papo filosófico, pintura, teatro etc. Muito comuns no século XIX, os saraus vêm sendo resgatados e reinventados pelas escolas como uma maneira de fortalecer a identidade da comunidade escolar, promovendo a integração de todos de forma descontraída, criativa e mais envolvente do que a tradicional reunião de pais.

É um momento para a soma conhecimentos, descobertas e vivências coletivas. Ao promover esses encontros, a Unidade Escolar ultrapassa seus muros e se fortalece como um polo cultural da localidade. As famílias passam a se reconhecer na escola, o que acaba por ter um impacto muito positivo no envolvimento delas com os estudos dos filhos.

Além disso, o sarau é também um momento de tomada de consciência, pois a cultura desperta a sensibilidade das pessoas para a realidade à sua volta e as estimula a refletir sobre ela a partir de outras linguagens.

Como executar

 Marcar uma reunião para compartilhar a ideia com a  direção da escola, o grupo de professores e o Conselho Escolar (caso exista). Se  for bem recebida, formar uma Comissão Organizadora.

A Comissão Organizadora deve então preparar uma reunião de planejamento, na qual devem ser definidos os objetivos e as características do evento, o horário, as tarefas necessárias à sua realização e os responsáveis por cada uma delas. Os saraus podem acontecer bimestralmente, sempre com um tema diferente que reflita os desejos e a realidade local.

Mapear os grupos e artistas locais e convidá-los a participar.

Levantar os equipamentos necessários para a realização das atividades e procurar parceiros que possam emprestá-los.

Planejar a ambientação da escola segundo o tema de cada sarau. A decoração pode ser feita pelos alunos, como trabalho de sala de aula.

Criar estratégias de mobilização da comunidade, como convites para enviar às famílias e cartazes para espalhar pela escola e em outros pontos do bairro. Um grupo de alunos pode criar um “convite falado” e apresentá-lo na saída das aulas.   Convidar os funcionários da Unidade de Negócio e o grupo de agentes-chave para que também possa compartilhar conhecimentos e vivências com os alunos, participando ativamente das atividades.

 

Que pode executar

Mobilizadores, agentes-chave, professores, alunos e representantes do Conselho de Escola.

 Desenvolvimento da atividade

Obs.: a atividade pode ser adaptada conforme a realidade local e os conhecimentos prévios do mobilizador sobre o assunto.

As atividades do sarau devem ser planejadas de acordo com os interesses e talentos locais.

Apresentamos algumas sugestões:

1. Mesa de livros

Selecionar livros da biblioteca da escola (e outros doados/emprestados por parceiros) e espalhá-los sobre uma mesa grande. Os convidados sentam em  volta e ficam livres para folheá-los, copiar trechos ou ler alto para o grupo. A única regra é que os livros não saiam da mesa.

Algumas sugestões de autores: Cecília Meireles, Cora Coralina, Vinícius de Moraes, Eva Furnari, Tatiana Belinky, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mário Quintana, entre outros.

2. Exposição de artistas locais

Os artistas locais são convidados a se expressarem, nas suas diferentes linguagens, sobre o tema do sarau. Os trabalhos ficam expostos no pátio da escola.

 3. Recital de poesia

Os participantes podem se inscrever para declamar poemas (de sua autoria ou não). Para esta atividade, é interessante que alguns professores proponham oficinas de criação de poesias previamente, em sala de aula.

4. Quintal de brincadeiras

Convidar membros da comunidade a organizar um espaço onde possam ensinar para as crianças brincadeiras de sua época. Outra ideia é criar um “cantinho mágico”, onde podem acontecer oficinas de construção de brinquedos com sucata.

5. Momento de liberdade poética e musical

Espaço aberto para que qualquer pessoa possa apresentar algo que tenha interesse em apresentar na hora.

6. Exposição de arte

Murais onde podem ficar expostos desenhos, pinturas e outros trabalhos de arte visual feitos pelos alunos em sala de aula.

7. Oficina de cordel

Há algum cordelista no bairro? Convide-o a fazer uma oficina de criação de cordéis, que depois podem ficar expostos num varal.

8. Roda de contação de histórias

Professores, funcionários, pais ou mesmo alunos mais velhos podem conduzir esta atividade, voltada para as crianças. Sentadas em roda, elas ouvem a história contada pelo adulto e devem continuá-la, imaginando novos rumos para a trama. Em seguida, elas podem criar livros ilustrando a história. Para isso basta entregar folhas de sulfite dobradas ao meio e giz de cera. Eles podem ser finalizados grampeando ou amarrando um barbante na lombada.

9. Seção de cinema

Reservar uma das salas da aula (ou a própria sala de vídeo da escola, caso exista) para passar filmes que tenham relação com o tema do sarau. Ao final de cada seção, promover uma discussão sobre o assunto.

10.  Memória viva

Rodas de conversa com moradores antigos do bairro, na qual os estudantes podem entrevistá-los sobre sua infância, seus tempos de escola, suas formas de diversão etc.

11. Apresentações musicais

Convidar grupos locais a se apresentarem. Estipular um tempo ou número de músicas para cada um, orientando-os a se inspirarem no tema do sarau.

12. Oficina de artesanato

Membros da comunidade podem ensinar a fazer pequenos objetos de artesanato, de acordo com suas habilidades manuais.

13. Brincando com poemas

Criar uma série de desafios com a escrita a partir  de poemas conhecidos. Alguns exemplos: completar lacunas com as palavras que estiverem faltando, entregar versos separados em pequenos pedaços de papel e pedir que o grupo junte-os para formar poesias, criação de rimas etc. Um grupo de professores pode ficar responsável por organizar esta oficina.

 

14. Teatro

Convidar grupos de teatro da escola ou comunidade local a montarem peças ou esquetes inspirados no tema do sarau.

Recomendações 

Em cada sarau, deixar uma caixa de sugestões em local visível para que os convidados possam sugerir temas para o próximo encontro.

Durante toda a organização do evento, é importante  incentivar o trabalho em equipe, a auto-organização, a criatividade e a improvisação, além de trabalhar valores como cooperação, ética e solidariedade. O processo é muitas vezes tão importante quanto o produto final.

O registro dos saraus pode ser feito pelos próprios alunos. Alguns podem tirar fotos, outros podem desenhar ou escrever relatos. Esse registro pode ser compartilhado em murais expostos na escola.

As famílias podem ficar responsáveis por organizar  a área de comida, montando barracas de lanches e comidas típicas. O dinheiro arrecadado pode ser usado para fazer um caixa para o próximo sarau. 

Além de ser um momento de descontração e resgate permanente da cultura popular, o sarau é também uma oportunidade de conhecer melhor o universo dos estudantes. Não perca a chance de usar isso como base para enriquecer o currículo da escola.

O sarau ganha mais significado se fizer parte do planejamento anual da escola e estiver integrado com as atividades de sala de aula.

O excesso de atividades pode complicar a organização do evento. Sempre que possível, promova a autogestão, deixando que os responsáveis  por cada oficina organizem o espaço e providenciem o material necessário.

O sarau é uma oportunidade de fazer as famílias circularem pela escola. Por isso, procure espalhar as atividades pelos diferentes espaços: biblioteca, salas de aula, sala de leitura, quadra, sala de vídeo e outros locais normalmente esquecidos.

 O que garante o sucesso de um sarau é a participação efetiva dos convidados. Os coordenadores de atividades devem estar sempre atentos para motivar os mais tímidos.

Fazer o registro da atividade e encaminhar o material (com fotografias) para ser publicado no Blog Educação.

Divulgar a atividade internamente na Unidade de Negócios, convidando os demais funcionários para prestigiar a escola.

 Observação

A atividade aqui apresentada foi elaborada pelo Instituto Paulo Freire.

http://www.blogeducacao.org.br/wp-content/uploads/2011/02/Plano-Sarau-na-Escola.pdf

 

Matemática fora da sala de aula:


 
 
A primeira tarefa das crianças é construir uma tabela para anotar os pontos de cada time, deixando que as crianças esbocem na lousa qual a melhor forma. O professor deve intervir se necessário, para que a tabela sirva para os propósitos do jogo, o que resultará em uma tabela de dupla entrada. É preciso eleger uma criança para anotar os pontos durante as partidas.
Cada ponto pode valer apenas 1 se o objetivo for contemplar tabelas de dupla entrada, cálculo mental com 1 algarismo ou situações-problemas do campo aditivo.
Se o professor quiser contemplar cálculo mental de 10 em 10, pode-se determinar que cada ponto vale 10, e assim por diante.
Após um número determinado de partidas o objetivo é que as crianças possam somar os pontos de seu time utilizando e socializando suas estratégias.
O professor precisa elaborar questionamentos de acordo com seus objetivos de aprendizagem, podem ser a respeito de: leitura de informações em uma tabela, comparação de números e valores, sequência numérica, estratégias de cálculo mental, etc.


 
 Fonte: Jogos e Brincadeiras de A a Z. QUEIROZ, Tânia Dias, MARTINS João Luis – 1 ed. São Paulo: Rideel, 2002.

Aula de Ecologia e o uso da tecnologia.

Devemos sempre inovar, pois temos que mostrar interesse para nossos alunos, uma aula diferente, com preparação e objetivos, acaba sendo mais fácil de atingir os resultados, enfim uma AULA FORA e não equivale a série, pois nos na graduação sentimos prazer em poder ter uma aula diferenciada, longe das quatro paredes.

Segue alguns bons exemplos a serem seguidos, mais lembre-se, sempre com preparação e objetivos··.
Aula de ecologia: Alunos visitam Parque Ecológico de Maracajá
 
Os alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental I do Colégio Futurão vivenciaram momentos de muita interação e contato com a natureza. Uma verdadeira aula de ecologia na prática. Assim pode ser descrita a visita dos estudantes ao maior parque ecológico da região. Eles visitaram o Parque Ecológico de Maracajá, onde desfrutaram de momentos agradáveis, realizaram trilhas ecológicas e conheceram as mais diferentes espécies de animais que lá estão. A meninada aprendeu, brincou e se divertiu muito no passeio. Confira as fotos desse inesquecível passeio.
 
 
 
 
 
Aulas Fora de Sala de Aula Colégio Marista Surubim
 
 
Com o apoio da equipe de informática (Erick e Daniel), a utilização da tecnologia como instrumento de ensino tem se disseminado em quase todas as aulas. Essa metodologia tem o objetivo de fazer um review dos diferentes conteúdos trabalhados em sala e ao mesmo tempo possibilita aos alunos novos conhecimentos através de uma dinâmica divertida e interativa.
 
 

Filmes para trabalhar em sala de aula:


 
 
Sinopse:
 
Ben (Cayden Boyd) é um garoto de 13 anos, que está cansado da ausência e do carinho de seus pais. Quando ele conhece Cassie (AnnaSophia Robb), uma garota da mesma idade que chega para morar com sua família, eles criam uma forte amizade. Frustrados com a situação, os dois decidem embarcar em uma incrível viagem, em busca da tia (Heather Graham) e do tio de Cassie, na esperança de encontrar o lar perfeito para eles. Em suas jornadas, eles cruzam com diferentes pessoas, entre elas o fazendeiro Henderson (Val Kilmer), e cada uma delas ensina à dupla, diferentes lições sobre o mundo. Quando chegam ao final da jornada, eles percebem que a família nunca é perfeita, mas que é provida de um amor raro e incondicional, que floresce mesmo nos tempos mais difíceis.

 
 
 
 
 
 
Sinopse:
 
Eugene Simonet (Kevin Spacey), um professor de Estudos Sociais, faz um desafio aos seus alunos em uma de suas aulas: que eles criem algo que possa mudar o mundo. Trevor McKinney (Haley Joel Osment), um de seus alunos e incentivado pelo desafio do professor, cria um novo jogo, chamado "pay it forward", em que a cada favor que recebe você retribui as três outras pessoas. Surpreendentemente, a idéia funciona, ajudando o próprio Eugene a se desvencilhar de segredos do passado e também a mãe de Trevor, Arlene (Helen Hunt), a encontrar um novo sentido em sua vida.
 
 
 
 

sábado, 17 de maio de 2014

Projeto de Artes: " Bla Bla Bla".




Professora: Juliana Carnasciali Muniz 
Escola: E.E.I.E.F. “Embaixador Assis Chateaubriand” (Fundação Bradesco) 
Cidade: Osasco/SP 
Polo: Unicsul (Universidade Cruzeiro do Sul) – São Miguel Paulista 
Coordenadora: Rosemary Santiago e Solange Utuari
 

1. Conteúdos de Arte abordados no projeto

Os conteúdos interdisciplinares do projeto objetivavam tornar os alunos do 5º ano capazes de:
·         reconhecer o próprio corpo como instrumento de percepção;
·         saber que a preparação, o exercício, o cuidado, a consciência do corpo e a educação do movimento impulsionam a criação;
·         conhecer palavras, sons e seus significados;
·         trabalhar o equilíbrio do corpo como um meio de liberdade expressiva, que propicia a identidade artística e a estruturação de poéticas pessoais;
·         distinguir forma e conteúdo em trabalhos de artes visuais;
·         perceber o espaço tridimensional;
·         escrever poesias individualmente e em grupos;
·         registrar processos e produtos da aprendizagem em Arte;
·         saber usar o programa de computador Windows Movie Maker

2. Relação ensino e aprendizagem construída no projeto

O projeto interdisciplinar focou-se na leitura de obras e em criações em linguagens corporal, musical, visual e escrita.
Para a “nutrição estética” (termo criado pela professora), selecionaram-se obras de qualidade, como um espetáculo de dança orientado por Ivaldo Bertazzo, no qual os alunos puderam reconhecer elementos comuns às linguagens da dança e das artes visuais: cor, linha, movimento e equilíbrio. Investigando a forma, o conteúdo e a personalidade artística dos trabalhos, os alunos envolveram-se na leitura das obras estudadas, em trabalhos de criação e em experiências específicas de percepção corporal.
Com o objetivo de ampliar o repertório, a reflexão, a observação e o olhar, os estudantes utilizaram, para representar as aulas, quatro tipos de registro: histórias em quadrinhos, escrita reflexiva, desenho de um personagem imaginário e representação visual de um movimento.
Todos os enunciados das tarefas buscavam aproximar e envolver o grupo nas propostas de trabalho. Segundo a professora, os alunos puderam relacionar as aprendizagens do projeto com conteúdos de outras áreas de conhecimento, como:
·         Ciências e Educação Física (respiração, circulação, organização espacial, corpo humano);
·         Geografia (noções de espaço e identidade);
·         História (processualidade e registro);
·         Língua Portuguesa (estruturação da poesia; ampliação de repertório, oralidade, declamação e produção de textos).
As atividades diversificadas e as tarefas pedidas no formato poético possibilitaram um conjunto de ações que convidavam os alunos a participar de trabalhos com diferentes educadores da escola, que agiram em equipe.
No projeto, a professora-autora propôs-se a colocar os alunos em contato com o essencial à aprendizagem artística e aos processos de criação. Ela acredita que essa vivência pode existir na escola, contrariando o rótulo dado (Bla Bla Bla).

3. Dificuldades e dúvidas enfrentadas ao longo do desenvolvimento do projeto

O caminho escolhido apresenta uma alternativa de trabalho inventivo para professores que conhecem Arte e querem criar novas orientações metodológicas, com apresentações e reflexões poéticas.
A educação dos sentidos, entretanto, é um viés delicado porque sempre precisa ser aliada à cognição e requer do professor conhecimento e prática artística. Tal procedimento não foi negligenciado pela professora, que fez uso principalmente de registros solicitados aos alunos e da contínua retomada dos processos criativos por meio de paradas reflexivas, escritas, poetizadas etc.

4. O que se pode aprender com o projeto

Ele nos ensina a ousar, criando novos formatos didáticos e interdisciplinares com conteúdos de qualidade e com abordagens profundas. Mostra o valor de um projeto que convida outros educadores a participar poética e conceitualmente de uma proposta de trabalho didático em formato artístico.
Ele também evidencia que é possível reunir, em um projeto, obras contemporâneas e modernas e usar novas tecnologias em sala de aula.
Outra contribuição é o envolvimento entre os alunos. tal perspectiva integrou também a equipe de trabalho da escola.
 
Fonte: artenaescola.org.br