sábado, 17 de maio de 2014

Projeto de Artes: " Bla Bla Bla".




Professora: Juliana Carnasciali Muniz 
Escola: E.E.I.E.F. “Embaixador Assis Chateaubriand” (Fundação Bradesco) 
Cidade: Osasco/SP 
Polo: Unicsul (Universidade Cruzeiro do Sul) – São Miguel Paulista 
Coordenadora: Rosemary Santiago e Solange Utuari
 

1. Conteúdos de Arte abordados no projeto

Os conteúdos interdisciplinares do projeto objetivavam tornar os alunos do 5º ano capazes de:
·         reconhecer o próprio corpo como instrumento de percepção;
·         saber que a preparação, o exercício, o cuidado, a consciência do corpo e a educação do movimento impulsionam a criação;
·         conhecer palavras, sons e seus significados;
·         trabalhar o equilíbrio do corpo como um meio de liberdade expressiva, que propicia a identidade artística e a estruturação de poéticas pessoais;
·         distinguir forma e conteúdo em trabalhos de artes visuais;
·         perceber o espaço tridimensional;
·         escrever poesias individualmente e em grupos;
·         registrar processos e produtos da aprendizagem em Arte;
·         saber usar o programa de computador Windows Movie Maker

2. Relação ensino e aprendizagem construída no projeto

O projeto interdisciplinar focou-se na leitura de obras e em criações em linguagens corporal, musical, visual e escrita.
Para a “nutrição estética” (termo criado pela professora), selecionaram-se obras de qualidade, como um espetáculo de dança orientado por Ivaldo Bertazzo, no qual os alunos puderam reconhecer elementos comuns às linguagens da dança e das artes visuais: cor, linha, movimento e equilíbrio. Investigando a forma, o conteúdo e a personalidade artística dos trabalhos, os alunos envolveram-se na leitura das obras estudadas, em trabalhos de criação e em experiências específicas de percepção corporal.
Com o objetivo de ampliar o repertório, a reflexão, a observação e o olhar, os estudantes utilizaram, para representar as aulas, quatro tipos de registro: histórias em quadrinhos, escrita reflexiva, desenho de um personagem imaginário e representação visual de um movimento.
Todos os enunciados das tarefas buscavam aproximar e envolver o grupo nas propostas de trabalho. Segundo a professora, os alunos puderam relacionar as aprendizagens do projeto com conteúdos de outras áreas de conhecimento, como:
·         Ciências e Educação Física (respiração, circulação, organização espacial, corpo humano);
·         Geografia (noções de espaço e identidade);
·         História (processualidade e registro);
·         Língua Portuguesa (estruturação da poesia; ampliação de repertório, oralidade, declamação e produção de textos).
As atividades diversificadas e as tarefas pedidas no formato poético possibilitaram um conjunto de ações que convidavam os alunos a participar de trabalhos com diferentes educadores da escola, que agiram em equipe.
No projeto, a professora-autora propôs-se a colocar os alunos em contato com o essencial à aprendizagem artística e aos processos de criação. Ela acredita que essa vivência pode existir na escola, contrariando o rótulo dado (Bla Bla Bla).

3. Dificuldades e dúvidas enfrentadas ao longo do desenvolvimento do projeto

O caminho escolhido apresenta uma alternativa de trabalho inventivo para professores que conhecem Arte e querem criar novas orientações metodológicas, com apresentações e reflexões poéticas.
A educação dos sentidos, entretanto, é um viés delicado porque sempre precisa ser aliada à cognição e requer do professor conhecimento e prática artística. Tal procedimento não foi negligenciado pela professora, que fez uso principalmente de registros solicitados aos alunos e da contínua retomada dos processos criativos por meio de paradas reflexivas, escritas, poetizadas etc.

4. O que se pode aprender com o projeto

Ele nos ensina a ousar, criando novos formatos didáticos e interdisciplinares com conteúdos de qualidade e com abordagens profundas. Mostra o valor de um projeto que convida outros educadores a participar poética e conceitualmente de uma proposta de trabalho didático em formato artístico.
Ele também evidencia que é possível reunir, em um projeto, obras contemporâneas e modernas e usar novas tecnologias em sala de aula.
Outra contribuição é o envolvimento entre os alunos. tal perspectiva integrou também a equipe de trabalho da escola.
 
Fonte: artenaescola.org.br

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